segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Notas do Autor:1

Bem,pois é,parece que prometi demais quando disse que ia ter imagem do protagonista,mas no capítulo 2 provavelmente vocês terão uma imagem dele.

Como podem ver,o pai de Clay é membro da temível Equipe Rocket,que será muito maléfica nesta fic.Outro ponto é que tem aquele ser/criatura/fenômeno que salva Clay,tal coisa será importante e será mais explorada no decorrer dos capítulos.

Agora,sobre o livro...Eu tinha que dá-lo ao protagonista,e o jeito que achei foi ele aparecer do nada no guarda-roupa dele,embora seria bem mais conveniente ele aparecer na biblíoteca.Mas bem,ele faz parte do tema principal da fic e será bem importante.

Então é só.

Até mais!

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Capítulo 1



Em uma enorme biblíoteca,que continha a maior coleção de livros de toda a região de Kanto,um jovem,de uns treze anos,com cabelo castanho bagunçado,pele branca e olhos verdes folha-seca,lia um livro,ele estava completamente concentrado  na leitura de um livro,que por sinal lhe dava muito interesse. O jovem estava bem cansado,pois já deveria fazer umas três horas desde que começou a ler aquele livro que continha umas mil e quinhentas páginas.Era um livro que contava lendas de todas as regiões até então conhecidas do mundo pokémon.

O jovem,tomado pelo cansaço,marcou a página do livro em que ele parou,fechou o livro,guardou-o e saiu daquela imensa biblioteca,desceu a escadaria que ligava a biblioteca à sala de estar do local onde vivia.A casa era,literalmente,uma mansão em uma ilha particular pertencente a sua família.

A sala de estar em seu teto tinha um candelabro de cristal,no centro da sala,uma grande mesa feita de pau-rosa,em uma das paredes uma enorme estante feita de mogno em sua cor natural,porém com alguns poucos livros salteados,alguns deitados,alguns foleados e outros em pé, em volta da mesa,duas namoradeiras de cor vermelha e uma poltrona também da mesma cor  podiam ser localizadas e na parede que se situava em frente a mesa,uma bancada de mogno na cor natural onde em cima da mesma se encontrava um molho de chaves e um celular,e as paredes brancas desgastadas.

O jovem seguiu em direção a porta e à um corredor,onde estava localizado seu quarto, um comodo simples,continha uma escrivaninha,uma cama de solteiro e um grande guarda roupa de jacarandá negro,um relógio de parede que marcava três e meia da manhã,e as paredes eram verdes.Ele fechou a porta,foi até a sua cama e deitou,pensando sobre algo,esperando o sono chegar,coisa que normalmente demorava para acontecer.

...

-Clay!Acorda,já são dez horas!-Exclama uma voz masculina enquanto o dono da voz bate na porta do quarto.

-Sim pai.-Diz Clay,enquanto se levanta.-Já estou de pé.

-Se arrume logo,pois você hoje terá aula mais cedo.-Diz o pai do jovem.-Ah!O café está na mesa,vá logo antes que sua professora chegue.

-Ok,pai.

-Bom,estarei te esperando na sala de jantar.-E sai a porta do quarto do garoto.

Este jovem é Clay Firefield,filho de Henriquo Firefield,um importante político da região de Kanto,e de Rosalinda Firefield,uma famosa cantora e compositora que atualmente está desaparecida.

Henriquo era um homem que beirava os trinta e oito anos,tinha um rosto que sempre aparentava cansaço,cabelos negros e curtos e olhos castanhos.

Clay se arrumou depressa,logo depois abriu a porta de seu quarto e atravessou rapidamente o vasto corredor e a sala de estar chegando logo até a sala de jantar.

A sala de jantar tinha um grande candelabro de cristal no teto,no centro do local uma enorme mesa,e as paredes do comodo eram brancas,e as grandes janelas deixavam a brisa refrescante do mar entrar no comodo.

A mesa estava farta,tudo o que alguém podia querer tinha nela,desde o mais simples pão até a mais complicada das sobremesas.Clay cumprimenta seu pai,se senta à mesa,pega um pedaço de pudim e põe em um prato,pega o talher e começa a comer o pudim silenciosamente.

Quando termina de comer o pudim,se levanta,pega uma maçã e volta para o seu quarto enquanto a come.


No seu quarto,Clay abria uma das portas do guarda roupa,onde dentro tinham alguns livros e mangás,todos bem organizados.Por um tempo ficou procurando alguma coisa para ler enquanto sua professora ainda não chegava,até que um certo livro de capa grossa e marrom,todo empoeirado lhe chamou atenção,não tinha título nem nada na capa,e em cima dele havia um bilhete que dizia:

”Jovem Clay,finalmente chegou o dia de você receber este livro,você finalmente tem o conhecimento nescessário para compreender o que faz esta região continuar sã e salva,agora,agora,você terá de usar seu conhecimento e dominar o poder draconico com a ajuda deste livro e se tornar o Pilar do tipo Dragão,para isso,você tera de sair em uma jornada em busca de conhecimento e poder para enfrentar um perigoso futuro.
Ass:Pilar do Dragão da Decima Setima Geração”

-Isso só prova ainda mais que já devia ter saído em uma jornada a um bom tempo,isso serviria como mais uma desculpa para sair de casa e viver a vida,mesmo que tenha noventa e nove por cento de chance de ser uma pegadinha de alguém,como por exemplo a empregada.De todo modo,isso nem importa mais,já que já planejava fugir de casa hoje.-Diz Clay enquanto guarda o bilhete e o livro dentro de uma mochila que estava dentro de seu guarda-roupa desde seus dez anos.

Por que está mochila está no guarda-roupa a tanto tempo?Simples,acontece que quando Clay tinha dez anos,seu avô disse para ele sair em uma jornada,e lhe presenteou com uma mochila e uma pokébola,porém o senhor Henriquo não gostou muito da ideia e por causa disso uma briga de família se formou.

Clay procura alguma coisa atráz de uma pilha de mangás e retira dali uma pokébola meio enferrujada,envelhecida pelo tempo,e guarda ela e alguns mangás em sua mochila,e faz o mesmo com sua carteira,embora colocando-a em um dos bolsos externos.Logo em seguida,troca sua roupa.

Ele veste uma camisa branca sem estampa,uma calça jeans preta e calça um tênis preto,logo em seguida colocando um boné preto com a aba branca em sua cabeça,assim tampando grande parte de seu cabelo castanho.

Quando vai em direção a porta para abri-la e e ir falar suas últimas palavras para seu pai antes da fuga a noite,ele começa a ouvir vozes vindo do corredor.Ele coloca o ouvido na porta e  ouvi as seguintes palavras:

-...Sim,eu vou entrega-lo para vocês,Clay já adquiriu conhecimento suficiente para ser útil para a Equipe Rocket.É tão esperto aquele garoto,mas porém é tão burro em certas coisas,ele nunca sequer suspeitou que estava sendo vigiado durante toda a vida dele...-Diz uma voz,provavelmente pertencente a Henriquo.

Só bastaram estas palavras para Clay ficar abismado,como pudera ser tão cego a ponto de notar estas coisas,pois pensando bem,durante toda a sua vida observou que haviam cameras escondidas em todos os comodos,já havia notado que seu pai tinha um conjunto de roupas com a letra R estampada,entre outros,mas nunca suspeitou de nada,pois confiava em seu pai mais que tudo,embora não gostasse de sua negligência em relação a certas coisas.Muitas coisas nas quais acreditava se quebraram ao ouvir tais palavras.

E então,sem pensar duas vezes,pulou a janela de seu quarto e quando aterriçou,começou a correr em disparada em direção ao porto que havia na pequena ilha.E então começou a ouvir um alto alarme.


-ELE FUGIU!!MAS QUE DROGA!- Henriquo grita ao notar que seu filho não estava no quarto,e que a janela do comodo estava aberta.

-Atenção todos os soldados!Clay Firefield fugiu!Repito,Clay Firefield fugiu!Procurem-no IMEDIATAMENTE!!-Diz o homem com quem Henriquo anteriormente conversava para seus subordinados pelo rádio enquanto ativa o alarme.

O homem tinha uns 40 anos,cabeça careca,com uma grande barba castanha e olhos castanhos,tinha grandes olheiras e uma face muito envelhecida para a sua idade,além de musculos definidos.O individuo em questão vestia um uniforme militar branco com um R estampado e  calçava  grandes botas pretas e no cinto que usava estavam três pokébolas que continham poderosos pokémons.

Este homem,que tinha uma aparência diferenciada da dos demais soldados de vestes pretas que estavam na ilha era provavelmente um coronel ou alguém de alta patente de uma grande organização criminosa.

...

“Droga,como eles são tão rápidos?Mal  faz sete minutos que o alarme tocou e já tem tantos homens de preto atraz de mim!” Pensa Clay,enquanto foge dos capangas mandados pelo companheiro de seu pai.

Depois de correr por mais algum tempo,Clay nota que há um galpão logo em frente,então,uma ideia lhe surge na cabeça.

“O galpão do meu pai...É isso!Se eu entrar  nele posso despistar os homens de preto e ainda pegar um dos ovos pokémon que meu pai guarda aqui,é como matar dois coelhos com uma tacada só!”

Clay logo corre em direção ao galpão e entra nele,realmente era como ele se lembrava,haviam muitas estantes refrigeradas com ovos de todos os tipos e cores.

-Ele entrou ali!Rápido,atraz dele!-Clay pôde ouvir gritarem.

Então se apressou e foi para a ultima fileira de estantes para se esconder.Então,ele segue para o fim deste corredor formado por estantes e chega até a outra saída do galpão.Ele para,em frente a ultima estante,que estava com um pouco de poeira e teias de aranha,que continha somente ovos puramente da cor branca e pega um deles,não parou nem para ler  de que tipo de ovos eram ou de qual pokémon saíram,somente pegou um e foi embora,em direção ao porto.

O vento que entrava pelas portas batia na pequena placa que tinha na prateleira onde agora um ovo faltava e revelava que,aqueles ovos eram "Experimentos Falhos".

...

Estava cansado de tanto correr,tinha de encontrar logo um barco ou algo do tipo,senão estaria frito.De repente,já estava conseguindo ver o porto,a alegria se espalhava pelo seu corpo,mas durou pouco.Chegando mais perto,viu que entava cheio de homens de preto.Logo se jogou na grama alta,e ficou lá observando e pensando como iria conseguir se esgueirar por toda essa gente sem ser notado.Não tinha nenhuma ideia do que fazer,só podia esperar e ver o que acontece.

Por alguma coincidência,naquele momento os homens começaram a se espalhar.Clay já não sabia se era por sorte ou azar que aquilo acontecera.

Será que é uma armadilha?Ou será uma boa oportunidade?

O jovem só conseguia pensar nisso.Decidiu arriscar.

No momento em que a maior parte dos homens de preto tinham ido,o garoto,segurando firmemente o ovo que carregava,pulou de seu esconderijo e correu em direção aos barcos.Não conseguia ouvir nada,mas pela reação dos criminosos que lá estavam podia saber que gritavam coisas como “Ele está ali!” ou então “Atraz dele!Rápido!”.

Correndo o máximo que podia o jovem alcançou um pequeno barco pesqueiro,antigo,já enferrujado por causa do tempo,provavelmente era de seu avô que atá alguns anos morava com seu pai e sua mãe.Não podia ficar admirando agora neste momento o barco e ficar lembrando do passado,os bandidos estavam em sua cola cola,tinha de ser rápido!

Ainda tinha de desatar o nó da corda que prendia o barco ao porto.Mas deste jeito demoraria muito.Tentou lembrar das coisas que sempre carregava consigo nas poucas vezes que saia,ele tinha certeza de que tinha algum objeto de corte em algum lugar. Os bandidos  chegavam cada vez mas perto,precisava se lembrar,e logo!

“Canivete!É isso!”

Pensou o jovem,alegremente.Embora a corda fosse grossa,seu canivete era bem afiado,não havia essa de que não poderia corta-la.

Colocou o ovo no chão e rapidamente tirou sua carteira que estava localizada em um bolso externo da mochila e dela tirou o seu precioso canivete.Ativo-o,deixando sua lámina aparecer e começou a cortar a corda.

O tempo não estava ao seu favor.Os bandidos chegaram logo quando terminou de cortar a corda.Resistir ou se render?Eis a questão!Tirava de sua cabeça a possibilidade de se render,já não podia mais desistir de sua fuga,quando ela já estava tão longe!

Quando o primeiro dos homens de preto tentou pega-lo,o garoto lhe deu um belo chute no abdome.O segundo tentou saltar em cima dele,porém caiu no chão,pois o jovem já tinha pego o ovo,corrido e entrado no barco.Alguns tentaram inutilmente entrar no barco,mas porém Clay foi mais esperto:Ele recolheu a ponte de acesso na velocidade de um raio!

Foi logo para a cabine do capitão e tentou conduzir aquela embarcação.De nada adiantou.Ele não conseguia entender nada dos comandos da embarcação.Desistiu.Jogou sua mochila no chão,se agarrou ao ovo que carregava e ficou lá esperando o tempo passar.

Ouvia gritos de pavor e sons de explosões ao longe.

O que havia acontecido?Quem ou o que poderia facilmente aterrorizar,prejudicar e destruir membros de tal organização criminosa?

Ele não sabia a resposta.Afinal,por que iria se preocupar com isso quando deveria se preocupar com a sua própria segurança?

...

Com o tempo,sono e fome chegaram,e não aguentando mais,ele desmaiou,em um barco,no meio do oceano...